Muitos já estão em contagem regressiva para o fim do mundo,
marcado para a manhã do dia 21/12/12. Com tantas incertezas e medos
desnecessários soltos no ar, permito-me entrar nas controvérsias para
perguntar:
- O que exatamente ocasionaria o fim do mundo?
Aqueles que acreditam no possível
ponto final em nossas atuais vidas pressupõe que as causas, estão ligadas a
acontecimentos inexplicáveis, complicações climáticas e até ataques vindos de
pokemons terroristas. Bem, a criatividade se torna ilimitada em momentos de “tensões”
como esse. É fato que não podemos prever o futuro, já que não temos bolas de
cristais e nem poderes similares aos de Alice da Saga Crepúsculo. Contudo,
vivências do presente podem nos esclarecer algumas poucas parcelas do que
veremos no futuro. Se hoje nos deparamos com famílias disfuncionais como a do
patriarca Homer Simpson, onde os grandes e pequenos conflitos são constantes e
equivocados, provavelmente mais a frente veremos o mesmo, mas dessa vez mais terrível
e com maior força que antes.
Bebês nascerão psicóticos e se
tornarão crianças com inteligência suficiente para articularem crueldades, hoje
contra bichinhos indefesos, meigos e açucarados, amanhã contra o mundo – perdido
nas dores, desgraças e no caos – Pop Stars engoliram uma as outras com sede no
topo da Billboard. A tecnologia será o principal motivo pelo fracasso humano.
Largados nas improváveis quinas do mundo, estaremos muitos de nós a mercê de
robôs. As esqueléticas modelos morrerão a favor da moda, que inclusive não terá tanta importância depois do círculo luxuoso e cobiçado se abri para o medo
do crime, mais esperado que as tortas de morangos da vovó na ceia de natal. Surgirão
como formas de sátiras à sociedade, séries como “Família Dinossauros”, em um
tom cômico para amenizar o stress geral. O mercado de trabalho abrirá as portas
para psicólogos e psiquiatras, encarregados pela cura dos incontáveis estereotipados.
Futuras grandes séries cinematográficas aos padrões de Harry Poter e Crepúsculo
serão vistas apenas pelos fãs mais corajosos, graças ao enxame de terroristas
em meios públicos. Símbolos não verbais como o joinha serão drasticamente substituídos
por outros feios e rudes, que prefiro não destacar, mesmo eu não sendo um
politicamente correto.
Ao contrário do que muitos pensam,
o fim do mundo não tem data marcada, porém ele acontecerá sim! Talvez não por
esses motivos incertos citados diariamente nas redes sociais. Mas ele virá cedo
ou tarde, dependo sempre da frequência aparentemente irrefreável que guiamos as
nossas vidas. Quando está catastrófica sociedade amadurar, estarei aqui com vocês,
eu de um lado blogando, acompanhado do meu pop de qualidade, saboreando algo
industrializado e rindo da falta de empatia entre os meus vizinhos e ovelhas móveis
( substitutas para o bom e confortável carro). Ou seja, estarei vivendo o meu
mundo ao invés de contribuir para o fim do outro lá fora.
“Por um não fim do mundo, onde
Homers Simpsons reais prezem pela integridade de suas famílias. E deliciosas
rosquinhas sejam compartilhadas e não disputadas.”